O método
Uma lente por vez, medida antes de existir.
Quatro tempos. O primeiro não desgasta nada, e o terceiro acontece na sua boca antes de qualquer decisão definitiva. O que segue é o que se decide em cada um.
Artesão de sorrisos

- I
Ver e medir
A primeira consulta é só para olhar. Fotografia padronizada, análise facial, medida das proporções e leitura da mordida. Nada é desgastado nesse dia — e essa é a diferença entre um plano e um palpite.
Decide-se aqui
Se lente é a indicação certa, e o que precisa ser resolvido antes. - II
Desenhar
O sorriso é desenhado sobre a sua própria fotografia. O que guia o traço é a proporção do seu rosto: a linha do lábio, a altura dos dentes, o corredor bucal. Não existe formato padrão aplicado a todo mundo.
Decide-se aqui
A forma, o comprimento e quantos elementos entram. - III
Provar
O desenho vira um ensaio provisório na sua boca. Você vê, fala, sorri e opina — e ajusta o que não gostou — antes de qualquer decisão definitiva. É a etapa que mais evita arrependimento, e a que mais se pula por pressa.
Decide-se aqui
O que muda antes de a porcelana ser feita. - IV
Esculpir e instalar
A porcelana é cimentada peça por peça, sob isolamento absoluto. O acabamento e o polimento fecham a obra — e é essa parte que aparece na foto de perto.
Decide-se aqui
O acabamento final, conferido antes de você sair da cadeira.
Quando a resposta é não
Lente de porcelana não é a indicação para todo mundo.
Cada caso depende de avaliação clínica individual. A conversa serve justamente para isso: dizer o que dá, o que não dá, e o que vem antes.
Antes, o que é saúde
Gengiva inflamada, cárie ativa ou raiz comprometida entram na frente. Estética sobre problema não resolvido é problema adiado.
Quando a mordida manda
Se o desgaste vem de apertar ou ranger, a lente sozinha não resolve — e pode durar menos do que deveria.
Quando há caminho mais simples
Às vezes clareamento, ajuste de contorno ou ortodontia entregam o que você quer sem tocar em porcelana.